segunda-feira, 24 de maio de 2010

Sair à noite em Sesimbra

As noites quentes de Verão estão de volta!
À noite já não apetece estar em casa a ver o AXN, FOX, etc… apetece sim ir para Rua, dar uma volta no Meco, ou ir até Vila e sentir a fragrância do mar e olhar a imensidão do oceano.
No Meco, conversamos amenamente no “TROPICAL” ou na “MARIADELINA” e acabamos no “BAR DO PEIXE”, sempre com boa música e um ambiente agradável e bonito.
Em Sesimbra, o “GLIESE” tem brindado os seus frequentadores com música ao vivo e outras variedades inovadoras, no "X-UP", se conseguirmos entrar (temos de ultrapassar a barreira do segurança, eheh), bebe-se uma boa Caipirinha com uma boa sonância, sempre com muita gente bonita à porta, os mirones seguindo a tradição sentam-se no muro a observar as miúdas, pois é ... este ano os calções estão na moda outra vez.
A noite acaba no “MIL E UMA NOITES”…
A noite de Sesimbra já teve mais variedade, hoje em dia a escolha é pouca.
No entanto existem coisas que ao longo dos anos nunca mudam, continua a haver o parolo do carro e o pacóvio da mota, a acelarar, a derrapar, a fazer muito barulho, muito fumo e um cheiro horrível a queimado… é triste.
Mas concluindo, o nosso concelho continua a ser um dos locais mais atractivos e procurados da margem sul.

terça-feira, 18 de maio de 2010

Dia da Espiga - Quinta Feira da Asssunção 13 de Maio

A Quinta-feira da Assunção ou Ascenção. celebra-se com um passeio matinal pelos campos, em que se colhe um ramo chamado Espiga composto por uma espiga de cevada, malmequeres, papoilas, alecrim, um raminho de oliveira e uma tranquinha de videira. Também se costuma guardar um” papo seco” de um ano para o outro para colocar sobre o nó que ata o raminho, para que nunca falte o pão. Depois o ramo coloca-se atrás da porta para abençoar a casa, e só se tira no proximo ano.
De acordo com a tradição o ramo deve ser colocado por detrás da porta de entrada e só deve ser substituído por um novo no dia da espiga do ano seguinte.
O dia da espiga é também o "dia da hora" e é considerado "o dia mais santo do ano", um dia em que supostamente não se devia trabalhar.
Era chamado o dia da hora porque havia uma hora, ao meio-dia, em que em que tudo parava, "as águas dos ribeiros não correm, o leite não coalha, o pão não leveda, as folhas não se cruzam, nem o passarinho vai ao ninho ".
Cada planta tem um simbolismo:
Espiga - pão;
Malmequer – ouro e prata;
Papoila – amor e vida;
Oliveira – azeite e paz;
Videira – vinho e alegria;
Alecrim – saúde e força.

BENFICA

Por todo o concelho sentiu-se e ouviu-se a festa de comemoração do Benfica, desde os mais novos aos mais velhos foi euforia total.

Visita do Papa Bento XVI a Portugal

A visita do Papa Bento XVI foi uma celebração feita por católicos e para católicos.
A Igreja é um espaço de uma enorme pluralidade, com leituras muito diversas do evangelho e do papel da Igreja nas sociedades modernas. Acontece que a maioria dos católicos estão distantes da Igreja e não participam na sua vida.
Como defensora da igualdade acho curioso que se abra excepções nas recepções do Papa. Tudo bem que o Presidente da República, tem as suas responsabilidades como Chefe de Estado, mas claro leva os netos, os filhos, os genros, e é assim em Portugal, há sempre excepções para aqueles que estão nos degraus de cima, este entre outros…

Festa das Chagas, 4 de Maio 2010, Sesimbra


Tenho pena que de ano para ano, o número de pessoas que assiste à Festa das Chagas diminua. Quero mencionar um pequeno pormenor, humoristico e bastante simbólico, a que assisti durante a Procissão, junto à Fortaleza, onde vários barcos aguardaram durante mais de 3 horas a imagem do Senhor das Chagas.
Numa Aiola, estiveram durante aquele tempo todo um Senhor, já de idade avançada, e um pequeno cão, que fez as delicias daqueles que estavam sentados no muro. O animal tinha uma disciplina e um porte impressionante. E quando a imagem chegou foi comevente, o pequeno cão, ladrava de forma comovente.

2 de Maio - Dia da Mãe


sexta-feira, 7 de maio de 2010

Lendas de Alfarim: A Cova do Medo

Em tempos conta-se que quem passava pela Cova do Medo era surpreendido por sussurros assustadores, os ramos das árvores atravessavam-se na estrada e tentavam agarrar as pessoas, dificultando a sua passagem.
A Cova do Medo fica a seguir à recta, quando saímos da Rotunda do Marco do Grilo, em direcção a Alfarim, desce-se um bocadinho e de seguida surge a Cova.
Ladeada por pinheiros mansos e bravos de ambos os lados e de intensa vegetação, que aliás já foi mais abundante, parece que estamos dentro de um túnel.
Em dias de nevoeiro, com uma lua cheia a brilhar por entre as nuvens, sombras e uivos, não havia ninguém que ousasse passar por ali. Os mais velhos dizem:
-Aconteciam coisas estranhas e sem explicação…

Estrada da Apostiça