quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Bombeiros


Ontem na nossa terra, Alfarim, estava uma quentíssima noite de Verão, dentro de casa, o calor era insuportável, por isso saímos para a rua em busca de um ar mais fresquinho.
Uns sentados na esplanada do Alfa, outros no passeio a conversar, a fila no Multibanco quase chegava à estrada e haviam carros estacionados por todos os lados.
A noite estava maravilhosa e serena, quando o som estridente de uma sirene, não sabíamos se era ambulância, bombeiros ou policia, interrompeu a nossa tranquilidade
Do parque do Restaurante Alfa e do Multibanco, estavam viaturas a entrar e a sair, que possivelmente com o barulho do carro a trabalhar e o rádio ligado, não ouviram com toda a certeza a sirene.
Completamente de rompante surgiu, a alta velocidade um carro dos Bombeiros, que ignorou por completo o trânsito local e as pessoas que circulavam na altura, e que não provocou nenhum dano físico ou material, por milagre…
Quando são chamados para uma ocorrência, os bombeiros tentam chegar o mais rápido possível ao local, mas isso não lhes dá o direito de colocar em risco vidas ou os bens alheios.
A vida é o bem mais precioso que temos, mesmo comparado com casas recheadas com trabalho de uma vida inteira ou com o habitat natural.
Segundo dados recolhidos pela Liga dos Bombeiros Portugueses, sete em cada dez acidentes que envolvem ambulâncias, devem-se a erro dos condutores de veículos em marchas de emergência.
Será que têm formação para conduzir a alta velocidade?

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Nós... o que somos...

"E que somos nós? ... Românticos. (Eça de Queirós, no último capítulo do livro "Os Maias")
Ou seja, indivíduos inferiores que se governam na vida pelo sentimento, e não pela razão...
Hoje em dia por detrás de uma linguagem generalizada e melosa, solidária e aparentemente generosa, cheia de estratégias de marketing, está um humano cada vez mais vazio, descrente, egoísta, possessivo, hipócrita e oportunista, com princípios muito duvidosos, que luta como na Idade da Pedra, pela sua sobrevivência individual num ambiente de "salve-se quem puder".

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Cavala recheada com verduras de verão

Mais um final de tarde na Praia do Moinho de Baixo. Quando cheguei já as redes estavam na praia, cheias de peixe a saltitar, e sinal disso era a pequena multidão junto à água.
Apesar de desvanecidos com a pescaria, os pescadores de meia idade e pele queimada pelo sol, tinham no rosto expressões de alegria. Praticam a Arte da Xávega com gosto, orgulho e alguma vaidade. Estavam desiludidos… na rede a maioria dos peixes eram Cavalas.
A Cavala é um peixe incrivelmente menosprezado e sem qualquer valor comercial, apesar do óptimo sabor e de estar repleto de óleos saudáveis. Como todos os peixes, é mais saboroso quando é realmente fresco.
Nesse dia, só não levou peixe para casa, quem não quis.
As crianças tentavam em vão lançar as Cavalas, que foram tiradas para fora da rede, para longe da rebentação das ondas, que as trazia novamente para terra, deixando um rasto triste na areia.
Assim pensei que uma vez que este é um peixe bastante abundante aqui na costa, até poderia ser incluído nas ementas dos Restaurantes locais, como um prato típico, fica portanto a sugestão e a receita.
Cavala recheada com verduras de verão
Para 4 pessoas: 4 cavalas, limpas e arranjadas; azeite; sal marinho e pimenta preta acabada de moer; um pequeno ramo de hortelã e outro de salsa; 1 limão em rodelas finas; 400 g de brócolos roxos, cortados; um punhado de avelãs ligeiramente tostadas; 500 g de courgettes, fatiadas obliquamente; azeite extra virgem; algumas nozes de manteiga de limão com piripíri.
Pré-aqueça uma frigideira de grelhar.
Salpique levemente a cavala com azeite e tempere por dentro e por fora com sal e pimenta. Pique grosseiramente as ervas aromáticas e recheie o peixe juntando-lhe algumas rodelas de limão.
Coza os brócolos numa caçarola pequena com água e sal durante dois minutos. Escorra e reserve enquanto tosta levemente as avelãs.
Coloque os brócolos e as courgettes na caçarola e cozinhe dos dois lados até ficarem tostados e bem cozidos.
Em seguida grelhe as cavalas de cada lado durante três a quatro minutos ou até que a pele esteja levemente tostada e a carne em lascas. Os peixes maiores podem levar mais tempo.
Enquanto o peixe grelha, envolva os legumes num pouco de azeite extra virgem, sal e pimenta e as avelãs tostadas. Sirva ao lado das cavalas e cubra com algumas nozes de manteiga de limão com piripíri para lhe dar mais sabor.

A Loja Dior na Rua 57 em Manhattan

Fascina-me o glamour e o sofisticado, muitas vezes luto contra as minhas próprias extravagâncias ... ineficazmente.
Mais tarde a caminho de casa sinto-me mal com a minha futilidade.
Na minha cabeça duas frases debatem-se:
- Mereço!
- Inútil e fraca!
A última vence, mas a primeira concretizou-se.

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Manuel Cargaleiro

Manuel Cargaleiro é um pintor e ceramista português, a sua obra dispersa-se pela cerâmica, pintura, gravura, guache, tapeçaria e desenho.
Nasceu em 1927 em Castelo Branco e viveu em Almada e no Seixal.
Realizou a sua primeira exposição individual de cerâmica em 1952. Foi professor de cerâmica na Escola de Artes Decorativas António Arroio, em Lisboa e tem desde 1994 no Fogueteiro, Seixal, uma escola secundária com o seu nome.
Fixou residência em Paris em 1957, onde está representado em permanência na Galeria Albert Loeb. Em 1990 criou em Lisboa a Fundação Manuel Cargaleiro à qual doou um vasto conjunto das suas obras e a colecção constituída por objectos de várias temáticas.
Possui ateliers na Fábrica Viúva de Lamego em Sintra, e em Vietri Sul Mare, em Salerno, Itália, onde, em 2004 foi inaugurado o Museo Artistico Industriale Manuel Cargaleiro.
Está prevista a construção de um museu dedicado à sua obra no Seixal.
Obras: painéis cerâmicos para o Jardim Municipal de Almada; fachada da Igreja de Moscavide; fachada do Instituto Franco-Português de Lisboa; Estação do Metro de Champs Elysées-Clémenceau, de Paris; painel para a Escola Secundária Manuel Cargaleiro no Seixal; Estação de Serviço de Óbidos; Fonte do Jardim Público de Castelo Branco e a Estação de Metro de LIsboa, Colégio Militar, Luz, Metro Lisboa.

terça-feira, 27 de julho de 2010

Ainda acerca do Festival Super Bock

A JARDIA, como é conhecida a área onde se realizou o Festival Super Bock-Super Rock, é um local habitual de peregrinação de imensas famílias aos fins de semana.
Na fase de preparação, realização e retirada do Festival, esta área esteve vedada, inacessível e insuportável para todos aqueles que lá foram, ou por lá passaram, sem ser para participar no festival.
O silêncio habitual, apenas quebrado pelo canto dos pássaros, o ar puro do campo, o cheiro a maresia vindo do mar, e a frescura da sobra dos pinheiros, andaram camuflados por ali nesses dias.
Passada uma semana, já tudo voltou praticamente ao normal.
O terreno está mais liso e esqueceram-se de tirar uma ou outra placa sinalizadora dos pinheiros.
Contudo os paus que sustentavam a vedação mantêm-se, parece o Calvário.
Apesar do lixo ter sido quase todo removido no chão vêem-se a brilhar ao sol milhares e milhares de vidros, belos como diamantes a reluzir ao sol, e mortais para os pezinhos descalços e menos atentos daqueles que por ali passam para usufruir a paz e tranquilidade que o local oferece.

Moinho de Baixo ontem ao final do dia, Artes