sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Os tempos são outros e as brincadeiras de infância já não são o que eram.

Quando éramos pequenas eu e as minhas grandes amigas, Teresa e Luísa, “o cérebro”, que por ser mais velha nos orientava e manipulava para as tropelias mais fantásticas e alucinantes de sempre, vivemos aventuras memoráveis e inesquecíveis.
Uma das minhas favoritas era ir “armar aos pássaros”, como isco usámos formigas de asa, que normalmente apanhávamos na serra e púnhamos dentro de um frasco de vidro, cuja tampa furávamos com um prego, ou então lagartas que tirávamos das maçarocas de milho. Depois lá íamos, fazíamos um valado, montávamos a ratoeira e íamos embora. No final do dia fazíamos a ronda para ver se tínhamos apanhado alguma coisa. Muitas vezes algumas ratoeiras já não tinham o isco e voltávamos a armá-las para o dia seguinte. Desde asas brancas a pardais, a maior recompensa de todas era um melro, era como se tivéssemos ganho a lotaria.
Durante o dia organizávamos verdadeiros e elaborados assaltos a pomares, ás vezes até com o próprio dono no local, o que tornava tudo ainda mais alucinante e chegávamos a casa com sacos carregados de fruta.
No Vale Brejo havia uma Nespereira gigante, que ainda hoje aparece nos mesmos sonhos, uma árvore vigorosa e resplandecente, com as suas longas folhas verdes. Na altura de dar fruto, quase parecia uma árvore de natal, onde as nêsperas eram as bolas, gigantes e suculentas, quase não tinham caroço. Cada uma de nós tinha o seu território, a sua pernada, o seu ramo. A Luisa, a líder, era mesmo no carrapito, na parte mais alta, eu e a Teresa ficávamos mais abaixo, cada uma de um lado. Éramos capazes de ficar ali uma tarde inteira, cada uma sentada no seu ramo a comer nêsperas… que grandes barrigadas.
As nossas aventuras não tem fim e existem muitas mais… que ficarão para outro dia, para não alongar muito o texto.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Verdade

Tu sabes o meu nome, não a minha história. Ouviste falar acerca do que eu fiz, não o que eu tenho passado .

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

1.ª Regra da Diplomacia:

As relações entre estados não se gerem por principios, mas sim por interesses.Esta regra poderá também ser usada na gestão dos relacionamentos no trabalho e com alguns amigos...

Antes e depois do 11 de Setembro

"A guerra é algo sério demais para ser confiado a militares"

(Georges Clemenceau ex-primeiro ministro francês , 1841-1929)

Nova Iorque - World Trade CenterAfeganistão - CabulIntervenção no Iraque.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Loura e Morena, as eternas amigas

Marilyn Monroe e Jane Russel

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Troca de olhares

Haverá sempre um momento na vida em que algo me fará lembrar de ti. Uma música, um filme, um cheiro, um objecto, ou uma simples gargalhada espontânea.
Mesmo o destino não tendo remado na mesma direcção as nossas vidas… ouve um tempo, uma altura, uma hora, um lugar em que o nosso percurso se cruzou.
De forma intensa, instintiva e livre… marcante.
Hoje estranhos e desconhecidos, passamos um pelo outro, cidadãos anónimos pelas ruas, e trocamos um olhar cúmplice, indecifrável para os outros, e perfeitamente límpido e transparente para nós.
Cada um segue o seu caminho... a vida traiçoeira, prega-nos estas partidas, colocando-nos de vez em quando no caminho um do outro. A coragem, a falta dela, o medo do futuro, não nos permite nada mais… apenas a segura troca de olhares… que de certeza nunca trará nenhuma tempestade ao percurso sereno das águas calmas que são agora as nossas vidas.