segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Natal, Natal, Natal...

Adoro o Natal, tudo o que envolve esta época, o frio, a lareira, a árvore, as luzes, o presépio… Não acredito na hipocrisia Natalícia, talvez porque não sou hipócrita e todo o sentimento de generosidade e solidariedade tenho-o durante o ano inteiro.
Gosto da festa da nossa terra no dia 26, da Procissão e do Bailarico, gosto de sentar-me no calorzinho da Igreja nos dias da festa e contemplar o presépio e a Senhora no andor, agraciada por belas flores.
Quando era mais pequena, eu e as minhas amigas Teresa e Luisa, na véspera de Natal deixávamos o sapatinho na casa de cada uma, junto da chaminé, e no dia 25 pela manhã, íamos a correr, de casa em casa ver o que o Pai Natal nos tinha deixado no sapatinho, era absolutamente delicioso, que saudades…

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Dia de chuva 24-10-2011

Ferraria
Ferraria Cabo Espichel

Fortaleza - Sesimbra

Sesimbra

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

José Manta, um Herói anónimo

José Manta nasceu em 1938 e hoje é um célebre anónimo.
Este homem de 73 anos, tem na sua história de vida a história do seu país.
Na altura em que fez a recruta, muito longe de saber as grandes aventuras que lhe estavam reservadas, trabalhava em mármores e cantarias, tinha 21 anos e foi para o Regimento de Engenharia. Foi destacado para Goa, que já se encontrava numa fase de descolonização pelos ingleses, em 1947, e pelos franceses, em 1954. Nesta altura Portugal era governado por António de Oliveira Salazar, que se recusou a negociar com a Índia.
E assim chegou José Manta àquela terra mágica e exótica, de vegetação abundante e clima quente e húmido, muito diferente do nosso Portugal.
A sua missão era construir acessos rodoviários para a cidade, cargo que desempenhou entusiasticamente com os seus Camaradas. No entanto o entusiasmo termina a 16 de Dezembro de 1961, quando uma força indiana de trinta mil soldados invade Goa.
Os portugueses abandonaram os quartéis e resistiram refugiando-se na densa selva indiana.
A missão dada a José Manta, era a destruição de uma Ponte, para impedir a passagem do inimigo, missão essa, que apesar de cumprida, não conseguiu evitar a chegada dos indianos à cidade. A situação complicou-se… mesmo de olhos fechados, o som das bombas e dos aviões era aterrador. Ouviam-se as balas a passar entre os soldados e alguns acabaram mesmo por dar o seu último suspiro ali, naquela terra tão estranha e longínqua.
Com apenas uma metralhadora antiaérea, escassa artilharia, poucas munições e só um navio de guerra, os portugueses não podiam resistir muito tempo. Os indianos tinham armas automáticas e nós umas Kropatchek de 1892, armas de origem checa completamente obsoletas, que era preciso carregar depois de cada tiro. Não tínhamos qualquer meio aéreo e eles atacaram com aviões a jacto.
Os que escaparam refugiaram-se nas instalações dos Oficiais e içaram uma bandeira branca como sinal de paz, as armas foram largadas. A cidade estava deserta. No dia seguinte as tropas indianas chegaram ao local e ordenaram que as tropas portuguesas se reunissem, eram cerca de 1000 homens. Foram levados até ao Quartel-General e durante o percurso foram cuspidos, desonrados e ofendidos, enquanto a Bandeira Portuguesa era rasgada e espezinhada no chão.
Para José Manta:
- Foi a coisa mais triste que me aconteceu até hoje!
Estavam prisioneiros. Passada uma semana foram levados para um campo de prisioneiros de combate e ai ficaram durante 5 meses. Durante esse tempo três soldados tentaram fugir e foram denunciados por um Furriel português. Foram capturados e mantidos isolados, vedados com arames. Os colegas chegaram a usar um cão para levar cigarros aos prisioneiros isolados. Alguns camaradas revoltaram-se com o Furriel, queriam fazer justiça pelas próprias mãos, era um traidor.
Entretanto foram surpreendidos por um pelotão de fuzilamento indiano. Os portugueses olharam uns para os outros e temeram o pior pelas suas vidas. Durante 45 minutos estiveram em sentido e quem se mexesse era abatido. Foram momentos atrozes.
Em paralelo com estes acontecimentos, decorriam as negociações entre o governo indiano e governo português, que levou a um acordo e à libertação dos soldados portugueses a 10 de Maio de 1962. Antes de regressarem a Portugal no Navio “Pátria”, foram repatriados para Caraxi, no Paquistão.
José Manta:
- Há mais de 5 meses que não tomávamos banho e o que tínhamos vestido eram uns farrapos, no navio é que tivemos roupa lavada no corpo.
- Sem culpa nenhuma, a defender a Pátria, fui para um sitio daqueles, ficando mais de 5 meses preso, tratado como nem um animal deveria ser tratado.
Foram recebidos em Lisboa sob a ameaça de pistolas, dado Salazar os ter acusado de "covardes" por não terem lutado até à morte. De toda esta experiência por terras dos Marajás, José Manta salienta a camaradagem entre os ex-combatentes como “uma tábua de salvação”.
Em 2003, todos estes combatentes foram distinguidos com uma Medalha pelo Ministro da Defesa, o Dr. Paulo Portas.
- Aqueles que se sacrificaram pela Pátria!
Foram ainda honrados com um Diploma por Serviços Relevantes Prestados ao Pais.
Hoje o José Manta vive na Rua Cidade de Goa, uma homenagem à terra onde prestou serviço militar e de onde um dia por alguns momentos pensou que nunca sairia.
O José Manta já não precisa de apresentações… é um homem excepcional, culto, inteligente, bem disposto e destemido.
A sua personalidade, as suas capacidades e carisma, poderiam tê-lo levado mais longe, mas a sua humildade não quis.
A sua vida, as experiências que testemunhou e que viveu, fazem dele um ser humano extraordinário e único.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

O Voo da Maria João Inocêncio. Força João! Pessoal vamos ajudar e comprar o livro!

A Maria João Inocêncio é uma jovem que aos 14 anos foi diagnosticada uma doença neurológica degenerativa, rara e dolorosa, a Neurofibromatose.
Como uma adolescente cheia de sonhos, a Maria João conta no Livro «O Voo da Borboleta», as várias etapas pelas quais tem passado, o que ainda está para vir e principalmente a fé que a acompanha e mantêm a esperança acesa.
Como uma borboleta em constante transformação, a João luta, e adapta-se aos novos obstáculos e desafios.
A mim sempre me pareceu uma rapariga normalíssima, desconhecia por completo este problema de saúde com que ela tem de lidar.
Recomendo a todos que comprem o livro, ajudem a João e tomem conhecimento de tudo o que ela tem passado, uma lutadora, uma verdadeira guerreira. Espero que recupere e que siga o mesmo percurso da Borboleta.

O Voo da Borboleta é uma obra de Maria João Inocêncio, com a colaboração de Filipa Guimarães e prefácio de Catarina Furtado , Editora Livros d'Hoje, 13,90€.