quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Farol do Cabo Espichel



O Farol do Cabo Espichel, data de 1790, com reformulações feitas nos séculos XIX e XX. Tem 32 metros e um alcance de 26 milhas.
“A luz deste farol é fixa e branca produzida por dezassete candeeiros de Argand com refletores parabólicos, distribuídos na respetiva árvore em três ordens horizontais, formando um sector iluminado de 260º, com seis candeeiros na primeira ordem, cinco na segunda e seis na terceira, tendo um alcance de 13 milhas. A lanterna que abriga o aparelho tem 6,80 m de altura com seis faces de 1,30 m cada uma de largo. A cúpula tem uma chaminé no vértice que dá suficiente tiragem ao fumo; mas faltam-lhe em roda tubos para a ventilação e não tem pára-raios. O edifício em que assenta a lanterna é uma torre hexagonal formada de três corpos construídos de grossas paredes de alvenaria (…) A altura de todo o edifício, desde a base da torre até ao vértice da lanterna, é de 30,7 metros. (…) Para o serviço deste farol há só um faroleiro, que tem um homem a quem paga para o coadjuvar, o que bem mostra a necessidade de haver ali mais outro faroleiro para se alternarem naquele serviço, principalmente de noite.”
Francisco Maria Pereira da Silva, em 1872
“Diferentemente do que sucede com os mareantes, que neles veem sobretudo uma ajuda à navegação, os faróis são para o observador desinteressado ou ocasional uma fonte de mistério, que facilmente convoca toda a espécie de mitos e lendas”
J. Teixeira de Aguilar, da obra Onde a Terra Acaba – História de Faróis Portugueses, de 2005
O farol está rodeado por uma paisagem magnífica que nos deslumbra. A costa é agressiva na sua natureza e a nossa imaginação refugia-se no silêncio e solidão deste ponto em que a terra acaba e a imensidão do mar começa.
(clicar nas imagens para ver maior)

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Damásio Gaspar - Nome de Tropa: INDIO



Existem pessoas no mundo e há pessoas que são um mundo. Um mundo de amigos, de coragem, de simplicidade e um mundo de bondade.
De aparência frágil, poucos sabem que este homem foi um corajoso soldado na Guerra Colonial, em Angola. Outros tempos, outras vidas em que se abraçavam destemidamente as causas da nação.
Uns ficaram por cá e por várias vias contornaram a obrigatoriedade do serviço militar. Porém o Damásio Gaspar abraçou o seu destino com bravura e valentia.
Se em Angola as cidades eram modernas e desenvolvidas, na selva, no mato os soldados viviam em condições duras. Mantinha-os vivos… as saudades, a família, as lembranças.
O velhinho Portugal continuava mergulhado numa profunda pobreza.
O Damasinho voltou e depressa se adaptou à vida que a maior parte das pessoas em Alfarim levava, o campo. Com mestria desenvolveu a sua técnica e assim se manteve até aos últimos dias da sua vida. Podemos até comparar a sua maravilhosa Horta aos “Jardins Giverny” de Monet, tal é a sua variada paleta de cores e exatidão de recorte. O seu pequeno rebanho também se poderia integrar numa das pinturas, airoso e tratado.
A verdade é que o Damásio tudo tinha e fazia com primor, mestria e requinte, até as coisas mais pequenas e simples da vida. Era humilde e tinha um coração do tamanho do mundo.
No Café, “Alfa”, brincava com as crianças e com os mais crescido e as expressões/palavras: “Fantástico” e “Corochino”, vão ficar para sempre na nossa memória.
Vamos sentir muito a tua falta amigo... 



quinta-feira, 8 de agosto de 2013

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

De volta

Boa tarde Alfarinheiros

Depois de alguns meses de ausência, estamos de volta.

Alfarim Gossip.