quarta-feira, 4 de outubro de 2017

As tradicionais Broas de Alfarim

O doce mais famoso e tradicional da nossa Aldeia, “As Broas de Alfarim”.
A receita tem passado de geração em geração, entre segredos bem guardados e uma boa dose de muito carinho e esmero na sua confecção, as Broas tornaram-se num ex-libris da gastronomia da região.
Apesar de serem associadas ao Natal, hoje são feitas e consumidas em qualquer altura.
Os fornos a lenha familiares, quase esquecidos durante o ano, ganham vida na época natalícia. São acesos com cascas e ramas finas de pinheiro. Depois da lenha ardida e do forno bem quentinho, mas não em excesso, puxa-se a cinza e algumas brasas para a boca do forno, e com a pá colocamos lá dentro as folhas de alumínio polvilhadas com farinha e as broas.

Ingredientes
1Kg de Farinha de milho;
1Kg de Farinha de trigo;
100g de Manteiga derretida;
25g de Erva doce;
750g de Açucar branco;
500g Açucar amarelo;
200g de mel;
4 ovos;
150g de raspas de chocolate;
50g de Canela;
Água q.b.;
Raspa de noz-moscada;
Raspa de Limão e Laranja;
Sumo de duas laranjas e de um limão;
Aguardente;
Anis;
Pitada de sal.

Se tiver, utilize um alguidar de barro para fazer as broas.
Escalde a farinha de milho com água a ferver.
Junte os outros ingredientes e vá amassando até ter uma massa homogénea e consistente.
Depois de bem amassado, de preferência à mão, deixe a massa repousar por 45 a 50 m, junto do forno, para apanhar o quentinho.
Ao fim deste tempo, retire pequenos pedaços da massa e com a ajuda de farinha faça a broas e disponha-as sobre as folhas de alumínio ou tabuleiros, já polvilhados com farinha.
No tempo da minha avó, porque agora existem pincéis, usávamos um bocadinho de um trapo, enrolado em forma de xuxa, para cobrir as broas com a gema de ovo.
Leve a cozer entre 10 a 15 minutos, não as deixe muito tempo para não ficarem duras.

Antigamente depois de feita, as broas eram guardadas em sacos de pano, para se manterem secas e para se conservarem por mais tempo.




segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Pessoas da nossa terra


Júlio e Margarida
Carminda (já faleceu)
Carmelinda e Moisés
Joana
Aldina e Delfim
(Delfim já faleceu)

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Moscatel made in Meco

A uva é sem dúvida alguma uma das frutas com maior versatilidade de uso. 
Moscatel é o nome dado a uma variedade de uvas bastante adocicada.
Grande parte do Moscatel do país é produzido aqui perto, nos concelhos de Setúbal e Palmela.
Pensa-se que a sua produção remonte de há centenas de anos, no tempo de D. Dinis já o vinho de Setúbal tinha bastante fama e vários forais foram concedidos pelos  reis. 
O primeiro Foral data de 1186 e faz alusão à vinha da região.
O Rei D. Manuel, "O Venturoso", menciona igualmente as vinhas de Setúbal num foral de 1514. 
Numa ementa de um banquete dos Cavaleiros de Malta, realizado em 1797, é citado, entre outros vinhos numerosos e célebres, o precioso «Setúbal». 
O Moscatel de Setúbal tem a denominação de origem, pois é produzido na região demarcada de Setúbal e Palmela.
As condições óptimas do clima e do solo conjugam-se para dar origem a este Moscatel.
Este vinho tem um teor alcoólico de 18 graus, com um «bouquet» de sabor a fruta agradável quando é jovem.

No concelho de Sesimbra também existem bastantes vinhas, de pequenas dimensões. 
Há uns anos atrás, na zona mais campestre, quase todas as casas tinham um Lagar, onde pisavam as uvas, hoje em dia a maior parte foram eliminados.
No entanto, no Meco ainda persiste este antigo costume, apesar de ser feito hoje em dia com ajuda das máquinas.

O Moscatel do Meco é um vinho dourado, com perfume suave e um sabor delicado.







A Padeira Maria da Luz

Maria da Luz, uma das mulheres mais trabalhadoras e lutadoras da nossa terra e que teve a determinação suficiente para se tornar uma das mais bem sucedidas da sua geração.
È dificil resistir ao cheirinho do pão acabado de fazer, quando passamos de manhã na Rua das Abertas, nas Caixas.
O pão que faz é uma delicia! 
A massa é preparada como antigamente, com o preceito e o rigor dos nossos avós, dos mais antigos. 
Quando se fala no famoso Pão de Alfarim, pensamos logo na Maria da Luz, mesmo morando nas Caixas, foi esta marca que ela também ajudou a crescer.