quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

O Café do Tio Malaquias e a Mercearia da Tia Ilda

A Margarida

Quem é que não se lembra do café do Tio Malaquias e da Tia Ilda? Durante muito anos o café/mercearia funcionou em Alfarim, mas acabou por fechar algum tempo depois da morte dos dois proprietários.

O chão, as mesas e cadeiras, a televisão e vitrina, toda a decoração representava os clássicos anos 70/80, o puro Vinttage. Os mais velhos jogavam ás cartas, ao não-te-irrites e ao dominó, e em dias de futebol a casa enchia.

Ao lado havia a típica mercearia de aldeia, ainda me lembro da máquina de cortar queijo e fiambre, manual, as contas eram feitas à mão, em folhas grandes de papel cinzento, que serviam para embrulhar tudo e no meio do balcão de pedra, havia uma grande balança antiga.

Quem nos atendia e ajudava a mãe era a Margarida, a filha, pois a Tia Ilda com a idade foi perdendo a visão.

- Que saudades daqueles tempos! Daqueles grandes frascos de vidro cheios de rebuçados, bolas de neve, diamantes, rebuçados Dr. Bayer, tudo vendido à unidade, enrolados num cartuchinho.
Hoje em dia vemos a Margarida no pequeno Jardim ao lado da Mercearia, os anos passam e a saúde já não é o que era, penso que nunca recuperou da perda dos pais.

A mercearia e o café fecharam...

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