quinta-feira, 30 de abril de 2009

Obama ignora Sarkozy, tão amigos que eles são

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Acerca das comemorações do 25 em Sesimbra

Pois é, em tempos de crise e contenção, o público contenta-se com pouco.

Nós temos o governo que merecemos, temos os partidos que merecemos, temos os subsistemas de saúde e educação que merecemos, porque somos responsáveis pela nossa sociedade.

Não participei nas comemorações do 25 Abril em Sesimbra, mas imagino a diarreia sonora dos tambores e dos supostos aspirantes a cantores locais, a gozar a oportunidade de exibicionismo e estrelato…

Em relação ao suposto espectáculo a decorrer no Cine-Teatro, restrito à “Elite”, do qual se tem falado muito por aí… questiono-me onde é que há Elite em Sesimbra? Conheço sim um grupo de pessoas que se auto-promove através de influências de poder e dinheiro, expondo bens matérias e organizando ciclos fechados e exclusivos, onde só os mais pobres de espírito querem entrar, tais são as semelhanças entre ambos os grupos.

Em relação ao fogo de artificio, quase imaginário, devido a um problema técnico segundo a organização, espero que tenham accionado a cláusula do contrato em que se algo não correr bem, deve a Câmara, a entidade contratante, ser reembolsada e compensada pelos prejuízos… prejuízos que com certeza fizeram alguma “amolgadela” na massa politica dirigente, pois é que azar, corre sempre qualquer coisa mal!

A nossa terra e o povo



Faça sol ou faça chuva, Alfarim e Aldeia do Meco, continuam a ser as Aldeias mais estimulantes do concelho de Sesimbra.
As Aldeias mais bonitas, mais históricas, mais sofisticadas, mais exóticas, mais limpas, das mais antigas, têm esplendor e um cheiro embriagante a terra e a mar.
Nem sei bem o que tem esta terra, mas eu gosto e ninguém poderá colocar em questão a beleza singular deste povo…
Um povo são e ordeiro, humilde, hospitaleiro, alegre, generoso, que conversa e tem uma curiosidade inesquecível num genuíno interesse pelo exterior.
É a Independência, a Gastronomia, as tradicionais Cabalhadas, até a polémica época Natalicia…hi, hi, hi…
Se queremos apreciar todos os sabores desta terra basta perdermo-nos nos vários espaços dedicados à restauração, não vou mencionar nenhum para não cometer nenhuma injustiça.
Temos um estilo muito próprio, com tendências no naturalismo, aqui, tudo é demasiado integro. O povo num gesto nobre é solidário e preocupado.
Temos uma paleta vistosa... multicor na Primavera, papoilas, malmequeres, urze, alecrim, e moitas, no Verão o extenso verde intenso dos pinheiros deslizando até à pureza do azul do mar, com o vasto areal e o azul índigo do Céu, a poesia dos amarelos do Outono e os verdes das hortas radiantes no Inverno.
Apesar da rigorosa educação em que cresci... sinto que sempre segui as minhas intuições, ou será, origens!? Por isso me identifico com estas gentes.
Temos um passado que se perdeu na memória e no tempo.
Actualmente somos um destino turístico por excelência e também de habitação, quer pelas marcas rurais, quer pelo património cultural, ambiental e paisagístico.
É uma região encantadora com cenários únicos, paisagens selvagens, uma zona dinâmica, cultural, desportiva e associativa.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Promessas, aldrabices e argamassa

Infelizmente é assim, as Autarquias vivem das comissões da construção, o que as torna facilmente assediadas. Por isso muitas vezes os próprios Autarcas não revelam o conteúdo do projecto, para que as vozes locais não se levantem a tempo de o impedir.O maior valor da nossa zona é a paisagem natural, constantemente a ser desvalorizada pela construção.Todos nós no concelho sabemos como funciona a nossa Câmara, uma árvore muito bonita à superfície e com uma raiz completamente podre.Um desenvolvimento sustentável, permite responder às necessidades económicas, sociais e ambientais das gerações presentes sem comprometer as das gerações futuras.
A Conservação e valorização do património; Desenvolvimento social e económico; Preservação e melhoramento da qualidade de vida dos habitantes locais; Gestão dos fluxos de visitantes e aumento da qualidade da oferta turística.
O que é que a nossa Autarquia tem feito?
Na Vila para além do betão evidente, nada!
No Campo, a rede de esgotos deixou as estradas numa verdadeira manta de retalhos, vigias acima do nível da estrada, falta de reposição de calçada, abatimento e desnivelamento de estradas… enfim
Na Quinta do Conde??? Se calhar tem feito alguma coisa na Quinta do Conde onde a maior parte da população é estrangeira e de fora do Concellho.

Crónica do Carnaval 2009

Pois é mais um Carnaval, de ano para ano, cada vez mais empobrecido.
O Carnaval de alguns anos atrás já não existe, o bailinho, a música, está tudo a mudar.
A crise também se sentiu. Apesar dos tradicionais e assíduos grupos, a confecção dos fatos era quase toda com a prata da casa, mas claro com o bom gosto, originalidade e excentricidade característicos, afinal o pessoal da terra gosta do Carnaval e os Pexitos deleitam-se completamente.
Em Sesimbra, não faltou a tradicional porrada com os da terra e os de fora, o congestionamento infernal para estacionar e para sair de Sesimbra no Domingo e na Terça… as únicas lembranças do nosso antigo Carnaval de Sesimbra, de lamentar serem apenas os aspectos mais negativos.
Os responsáveis pelo nosso Município, mais uma vez este ano quiseram inovar e os resultados podem não ter sido os mais desejados… desde a intervenção excessiva e brutal da Policia, como a obrigatoriedade de fecho estabelecimentos comerciais (apesar de devidamente legislado), era Carnaval, folia, … enfim uma grande confusão…
O Bailarico na Rua era estranho, uma mistura de músicas actuais, onde não se andava nem para a frente, nem para trás, não se ouviu, nem a “…cabeleira do zézé”, nem “… se a canoa não virar”…
Que saudades do “Baile das Caixas” e do “Ginásio”, isso sim é que era dançar até nascer o dia…
A droga, essa, continuava a circular livremente nas Ruas aos olhos de quem passava… acessível e em abundância, e perceptível pelo cheiro.
As Donzelas, em grupos, bailando e cantado, com a simpatia habitual, já com as estrelinhas do álcool a cintilar, lol
No campo as nossas tradicionais Cavalhadas e Cegadas, com o rigor e criatividade habituais.
Pena a falta de espectadores mais jovens, temos de fazer uma maior divulgação e propaganda destes eventos, inclusive para o exterior.


Nas minhas idas e vindas diárias, sempre gostei de fazer este percurso, apesar da estrada ser relativamente estreita e com umas curvas traiçoeiras, há uma grande ligação afectiva a todo o cenário ambiental e visual deste trajecto, é a minha terra, as minhas origens. No Verão para os visitantes é um autêntico deleite, as árvores a ladearem a estrada, muito frondosas e altas, com as copas a tocarem-se, formando um verdadeiro túnel de verdura. A maior parte destas árvores eram pinheiros e freixos. Na última semana, verificou-se um corte de árvores nesta zona, pensei que fosse apenas para cortar os ramos que atrapalhavam a circulação automóvel. Este abate começou no final de 2008, e as árvores abatidas eram Freixos e Choupos com mais de 300 anos, árvores centenárias, Pinheiros Bravos de grande porte e Pinheiros Mansos. Infelizmente no nosso concelho fala-se em vegetação como se fosse lixo. De acordo com a legislação em vigor quaisquer acções no domínio ambiental que impliquem aterros, escavações e cortes de árvores devem garantir que não contribuem para aumentar a erosão e o risco de cheias e que não implicam a destruição da flora, da fauna, e dos ecossistemas locais, situação que, neste caso, está longe de se verificar. A vegetação nesta área suporta uma grande diversidade biológica, desempenhando um papel muito importante na alimentação e refúgio para várias espécies animais, assim como «funções insubstituíveis como a prevenção da erosão e actua como filtro biológico dos poluentes através das raízes de árvores e arbustos». Por isso, reclamo «mais fiscalização e uma atenção especial no acompanhamento das intervenções» assim como o bom senso dessa Administração, apelando aos cidadãos para que denunciem situações semelhantes. Convém salientar ainda, que estas árvores pertencem à área abrangida pela reserva natural da Lagoa de Albufeira.