sexta-feira, 30 de setembro de 2011

José Manta, um Herói anónimo

José Manta nasceu em 1938 e hoje é um célebre anónimo.
Este homem de 73 anos, tem na sua história de vida a história do seu país.
Na altura em que fez a recruta, muito longe de saber as grandes aventuras que lhe estavam reservadas, trabalhava em mármores e cantarias, tinha 21 anos e foi para o Regimento de Engenharia. Foi destacado para Goa, que já se encontrava numa fase de descolonização pelos ingleses, em 1947, e pelos franceses, em 1954. Nesta altura Portugal era governado por António de Oliveira Salazar, que se recusou a negociar com a Índia.
E assim chegou José Manta àquela terra mágica e exótica, de vegetação abundante e clima quente e húmido, muito diferente do nosso Portugal.
A sua missão era construir acessos rodoviários para a cidade, cargo que desempenhou entusiasticamente com os seus Camaradas. No entanto o entusiasmo termina a 16 de Dezembro de 1961, quando uma força indiana de trinta mil soldados invade Goa.
Os portugueses abandonaram os quartéis e resistiram refugiando-se na densa selva indiana.
A missão dada a José Manta, era a destruição de uma Ponte, para impedir a passagem do inimigo, missão essa, que apesar de cumprida, não conseguiu evitar a chegada dos indianos à cidade. A situação complicou-se… mesmo de olhos fechados, o som das bombas e dos aviões era aterrador. Ouviam-se as balas a passar entre os soldados e alguns acabaram mesmo por dar o seu último suspiro ali, naquela terra tão estranha e longínqua.
Com apenas uma metralhadora antiaérea, escassa artilharia, poucas munições e só um navio de guerra, os portugueses não podiam resistir muito tempo. Os indianos tinham armas automáticas e nós umas Kropatchek de 1892, armas de origem checa completamente obsoletas, que era preciso carregar depois de cada tiro. Não tínhamos qualquer meio aéreo e eles atacaram com aviões a jacto.
Os que escaparam refugiaram-se nas instalações dos Oficiais e içaram uma bandeira branca como sinal de paz, as armas foram largadas. A cidade estava deserta. No dia seguinte as tropas indianas chegaram ao local e ordenaram que as tropas portuguesas se reunissem, eram cerca de 1000 homens. Foram levados até ao Quartel-General e durante o percurso foram cuspidos, desonrados e ofendidos, enquanto a Bandeira Portuguesa era rasgada e espezinhada no chão.
Para José Manta:
- Foi a coisa mais triste que me aconteceu até hoje!
Estavam prisioneiros. Passada uma semana foram levados para um campo de prisioneiros de combate e ai ficaram durante 5 meses. Durante esse tempo três soldados tentaram fugir e foram denunciados por um Furriel português. Foram capturados e mantidos isolados, vedados com arames. Os colegas chegaram a usar um cão para levar cigarros aos prisioneiros isolados. Alguns camaradas revoltaram-se com o Furriel, queriam fazer justiça pelas próprias mãos, era um traidor.
Entretanto foram surpreendidos por um pelotão de fuzilamento indiano. Os portugueses olharam uns para os outros e temeram o pior pelas suas vidas. Durante 45 minutos estiveram em sentido e quem se mexesse era abatido. Foram momentos atrozes.
Em paralelo com estes acontecimentos, decorriam as negociações entre o governo indiano e governo português, que levou a um acordo e à libertação dos soldados portugueses a 10 de Maio de 1962. Antes de regressarem a Portugal no Navio “Pátria”, foram repatriados para Caraxi, no Paquistão.
José Manta:
- Há mais de 5 meses que não tomávamos banho e o que tínhamos vestido eram uns farrapos, no navio é que tivemos roupa lavada no corpo.
- Sem culpa nenhuma, a defender a Pátria, fui para um sitio daqueles, ficando mais de 5 meses preso, tratado como nem um animal deveria ser tratado.
Foram recebidos em Lisboa sob a ameaça de pistolas, dado Salazar os ter acusado de "covardes" por não terem lutado até à morte. De toda esta experiência por terras dos Marajás, José Manta salienta a camaradagem entre os ex-combatentes como “uma tábua de salvação”.
Em 2003, todos estes combatentes foram distinguidos com uma Medalha pelo Ministro da Defesa, o Dr. Paulo Portas.
- Aqueles que se sacrificaram pela Pátria!
Foram ainda honrados com um Diploma por Serviços Relevantes Prestados ao Pais.
Hoje o José Manta vive na Rua Cidade de Goa, uma homenagem à terra onde prestou serviço militar e de onde um dia por alguns momentos pensou que nunca sairia.
O José Manta já não precisa de apresentações… é um homem excepcional, culto, inteligente, bem disposto e destemido.
A sua personalidade, as suas capacidades e carisma, poderiam tê-lo levado mais longe, mas a sua humildade não quis.
A sua vida, as experiências que testemunhou e que viveu, fazem dele um ser humano extraordinário e único.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

O Voo da Maria João Inocêncio. Força João! Pessoal vamos ajudar e comprar o livro!

A Maria João Inocêncio é uma jovem que aos 14 anos foi diagnosticada uma doença neurológica degenerativa, rara e dolorosa, a Neurofibromatose.
Como uma adolescente cheia de sonhos, a Maria João conta no Livro «O Voo da Borboleta», as várias etapas pelas quais tem passado, o que ainda está para vir e principalmente a fé que a acompanha e mantêm a esperança acesa.
Como uma borboleta em constante transformação, a João luta, e adapta-se aos novos obstáculos e desafios.
A mim sempre me pareceu uma rapariga normalíssima, desconhecia por completo este problema de saúde com que ela tem de lidar.
Recomendo a todos que comprem o livro, ajudem a João e tomem conhecimento de tudo o que ela tem passado, uma lutadora, uma verdadeira guerreira. Espero que recupere e que siga o mesmo percurso da Borboleta.

O Voo da Borboleta é uma obra de Maria João Inocêncio, com a colaboração de Filipa Guimarães e prefácio de Catarina Furtado , Editora Livros d'Hoje, 13,90€.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Os tempos são outros e as brincadeiras de infância já não são o que eram.

Quando éramos pequenas eu e as minhas grandes amigas, Teresa e Luísa, “o cérebro”, que por ser mais velha nos orientava e manipulava para as tropelias mais fantásticas e alucinantes de sempre, vivemos aventuras memoráveis e inesquecíveis.
Uma das minhas favoritas era ir “armar aos pássaros”, como isco usámos formigas de asa, que normalmente apanhávamos na serra e púnhamos dentro de um frasco de vidro, cuja tampa furávamos com um prego, ou então lagartas que tirávamos das maçarocas de milho. Depois lá íamos, fazíamos um valado, montávamos a ratoeira e íamos embora. No final do dia fazíamos a ronda para ver se tínhamos apanhado alguma coisa. Muitas vezes algumas ratoeiras já não tinham o isco e voltávamos a armá-las para o dia seguinte. Desde asas brancas a pardais, a maior recompensa de todas era um melro, era como se tivéssemos ganho a lotaria.
Durante o dia organizávamos verdadeiros e elaborados assaltos a pomares, ás vezes até com o próprio dono no local, o que tornava tudo ainda mais alucinante e chegávamos a casa com sacos carregados de fruta.
No Vale Brejo havia uma Nespereira gigante, que ainda hoje aparece nos mesmos sonhos, uma árvore vigorosa e resplandecente, com as suas longas folhas verdes. Na altura de dar fruto, quase parecia uma árvore de natal, onde as nêsperas eram as bolas, gigantes e suculentas, quase não tinham caroço. Cada uma de nós tinha o seu território, a sua pernada, o seu ramo. A Luisa, a líder, era mesmo no carrapito, na parte mais alta, eu e a Teresa ficávamos mais abaixo, cada uma de um lado. Éramos capazes de ficar ali uma tarde inteira, cada uma sentada no seu ramo a comer nêsperas… que grandes barrigadas.
As nossas aventuras não tem fim e existem muitas mais… que ficarão para outro dia, para não alongar muito o texto.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Man evolution



sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Verdade

Tu sabes o meu nome, não a minha história. Ouviste falar acerca do que eu fiz, não o que eu tenho passado .

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

1.ª Regra da Diplomacia:

As relações entre estados não se gerem por principios, mas sim por interesses.Esta regra poderá também ser usada na gestão dos relacionamentos no trabalho e com alguns amigos...

Antes e depois do 11 de Setembro

"A guerra é algo sério demais para ser confiado a militares"

(Georges Clemenceau ex-primeiro ministro francês , 1841-1929)

Nova Iorque - World Trade CenterAfeganistão - CabulIntervenção no Iraque.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Loura e Morena, as eternas amigas

Marilyn Monroe e Jane Russel

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Troca de olhares

Haverá sempre um momento na vida em que algo me fará lembrar de ti. Uma música, um filme, um cheiro, um objecto, ou uma simples gargalhada espontânea.
Mesmo o destino não tendo remado na mesma direcção as nossas vidas… ouve um tempo, uma altura, uma hora, um lugar em que o nosso percurso se cruzou.
De forma intensa, instintiva e livre… marcante.
Hoje estranhos e desconhecidos, passamos um pelo outro, cidadãos anónimos pelas ruas, e trocamos um olhar cúmplice, indecifrável para os outros, e perfeitamente límpido e transparente para nós.
Cada um segue o seu caminho... a vida traiçoeira, prega-nos estas partidas, colocando-nos de vez em quando no caminho um do outro. A coragem, a falta dela, o medo do futuro, não nos permite nada mais… apenas a segura troca de olhares… que de certeza nunca trará nenhuma tempestade ao percurso sereno das águas calmas que são agora as nossas vidas.

Estrunfes mania

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Sim, sim amigo...


Obama:
-Acalma-te... chega para trás, esta não...!