terça-feira, 30 de setembro de 2014

Artigo sobre Alfarim (as páginas estão digitalizadas no post anterior)

JORNAL PORTUGAL HOJE
 O MISTÉRIO DE ALFARIM
- Um tal José Brandão andava a monte, pelo Algarve, por ter assassinado uma criança. Inesperadamente surgiu armado na propriedade do meu Avô e ameaçou-o de morte, caso não despistasse a brigada que o perseguia. “Diga-lhes que já passei por aqui há 3 dias” – recomendou. O velhote, atemorizado, não denunciou o bandido e cumpriu as suas instruções. Mas os perseguidores levaram a melhor, José Brandão foi preso e, já na cadeia, julgando-se traído, fez constar que o meu avô só teria de vida os anos que ele tivesse na prisão. Perante nova ameaça – e naquele tempo elas cumpriam-se - , o meu avô pegou na família, abandonou a sua terra e veio fixar-se aqui, em Alfarim. Isto contou-me meu pai.
Quem revela esta história é Acácio Pinhal Duarte, de 62 anos, qua acumula a faina do campo com as preocupações de “cabo de ordens” voluntário, única autoridade numa terra estranha, Alfarim, de que nos haviam chegado confusas e intrigantes noticias.
- Eles dizem que são independentes – haviam-nos afirmado em Sesimbra. -Têm hábitos diferentes, não respeitam os feriados, celebram o Natal a 26 de Dezembro, e dizem-se descendentes dos tripulantes de um navio que naufragou.
Acácio Duarte reage:
- Não senhor, nada disso. Claro que somos portuguese. Eu, como lhe contei, descendo de algarvios. Quanto ao Natal, na verdade, celebra-se a 26, mas isso é um costume antigo, sei lá. Não há junta de freguesia nem regedor. Eu sou “cabo de ordens” mas não me pagam nada por isso. Se há uma vez por outra alguma zaragata, claro que tenho de aparecer, o que só dá maçadas. O que era preciso, digo-lhe eu, caro senhor, era pôr luz e água nesta terra. Já desde rapaz oiço prometer isso. Era como a ponte sobre o Tejo, mas essa fez-se.
À DESCOBERTA DE ALFARIM
Alfarim, desviada da principal estrada que leva Lisboa a Sesimbra, não deslumbra ninguém. Pelo contrário, a primeira impressão que se colhe é de desolação: muitas ruínas, uma pobre igreja em obras, caminhos poeirentos, uma praça despida no centro da qual existe uma bomba manual que homens e mulheres, indistintamente, accionam, em busca da água que é lenitivo naquele dia escaldante. Entre dunas que a separam do mar o oceano pressente-se ali a uns 3 quilómetros, Alfarim parece asfixiar. Não muito longe, separada igualmente por pinheiros brancos, fantasmagóricos, curvados ao peso da areia dos carros impiedosamente levantam nuvens pela estrada, a Lagoa de Albufeira aonde acorrem milhares de turistas. Que passam por Alfarim sem a ver. Gente parada, nas soleiras das portas, esperando com fatalista resignação que o progresso chegue à terra. Mas tudo chega tarde a Alfarim. Até o Natal.
- No entanto gostamos desta terra. E acredite que há muitos holandeses, franceses e alemães que passam por cá e ficam a gostar também. Alugam umas casitas e durante o dia vão para a praia. Pena é não termos luz nem água. Eles ficam surpreendidos, por estarmos tão perto de Lisboa e neste atraso.
Maria do Carmo, uma costureira bonita que nasceu em Alfarim, não deixa de sorrir:
- Isto à semana é muito sossegado. Fiz aqui a quarta classe. Depois, não estudei mais. Para onde iria estudar? Nem Junta de Freguesia temos. Conformamo-nos com a de Santana. A terra precisava de progredir. A água principalmente, faz-nos muita falta. Mais de que a luz claro, mas também a ausência desta torna a terra mais triste à noite. E não podemos ver televisão.
Tentamos esclarecer os “mistérios” de Alfarim. Maria do Carmo sorri de novo, mas não sabe de nada. São coisas antigas que dizem. Mas eu não percebo nada disso. Sei que os meus pais já aqui nasceram também.
E (para mudar de conversa?) falamos da igreja da terra:
-Era tão jeitosa, tinha um altar tão lindo. Agora, é uma desolação. Fizeram-lhe umas obras mas ficou mais pobre. E arranjaram-se aqui uns 70 contos, entre a gente da aldeia, para a reparar. AONDE CHEGA O BRAÇO DA LEI?
 Domingos Marques tem um “café” no centro da aldeia. O progresso interessa-lhe, por óbvias razões. E oferece-se para nos revelar as principais aspirações locais. De novo a água e a luz (ou a sua ausência) vem à baila, como um sonho em que muitos já descrêem.
- No entanto, há por aí fora, até no Norte, muita aldeia menos importante do que Alfarim, que já merecia esses melhoramentos. Nós aqui, a dois passos de Lisboa, ainda nos iluminamos como há um século. Mas há outros problemas que ninguém resolve. As estradas por exemplo.
E o nosso entrevistado concretiza:
- Sabe que temos aqui, além da população que trabalha no campo, umas duas dezenas de pescadores que ainda pescam por um processo já quase abandonado: fazem-se ao mar em barcas de pesca, a remos. E mesmo assim conseguem resultados. Ainda no domingo passado trouxeram 15 caixas de peixes, que é o que nos vale. Mas a praia, embora perto, fica longe… Em linha recta, não são mais de dois quilómetros. Mas falta uma estrada para lá chegar. E assim os pescadores – eu próprio já o experimentei – quando regressam, extenuados da faina, ainda tem de caminhar ao longo das dunas, suportando os aparelhos e as caixas, até chegarem a uma estrada que fica distante daqui quase uma dezena de quilómetros. E, afinal, bastavam 2 a 3 quilómetros de estrada para ficarem ligados ao mar. e com uma praia bem bonita, como vai ver. Lá fomos ver.
E, de facto, a praia do Moinho de Baixo, bem merecia os elogios. Estava deserta, porém. Apenas um casal de franceses, de tenda armada, únicos descobridores, naquela tarde de Verão, de um paraíso por nós desperdiçado.
Domingos Marques, prosseguiu:
-Além desta estrada, outra ligação se impunha: a Aldeia dos Mecos, vizinha da nossa, com o Cabo Espichel, outros 4 a 5 quilómetros que viriam completar um circuito utilíssimo, nesta altura em que tanto se fala de turismo mas em que tão pouco se faz. O outro grave problema é o das construções clandestinas, a emperrar todo o progresso da região. A Câmara de Sesimbra, que se tem alheado muito dos nossos problemas (talvez por volta e meia mudarem os seus dirigentes) explica que por causa do Plano Director não se pode construir. Mas por mistério (será falta de fiscalização?) há construções que crescem durante a noite. De dia, parecem abandonadas, mas todas as24 horas progridem um pouco. No entanto, quem quiser construir edifícios definitivos, legalmente, em condições de eficiência, vê gorarem-se todos os seus projectos. Há “clandestinos” por toda a parte. Fomos até à Lagoa de Albufeira para ver. E percorremos uma região que parece suficientemente distante para que ali não chegue o braço da iniciativa particular mais responsável e evoluída. Nem o braço da fiscalização. Nem sequer um braço salvador – como já há dias aqui apontámos na secção “Como é Quando” – que ajude os banhistas em perigo.
Alfarim, pela vizinhança que tem Albufeira, e porque nela passam férias muitas famílias nacionais e estrangeiras, que frequentam a lagoa, sente o problema como se dela fosse também. E é.
QUEM SABE DE ALFARIM?
Regressámos a Alfarim. Em vão tentámos arrancar às pessoas confirmação de quanto ouvíramos acerca das “nebulosas” origens da aldeia e das lendas que a rodeiam. Escutámos os mais velhos, como José dos Santos (84 anos de trabalho no campo), que ainda se lembra da Alfarim do principio do século, mas que se apressou a negar que houvesse por ali coisas diferentes das outras terras.
Pouco mais, também, adiantaria o Padre Agostinho Gomes, que fomos encontrar na linda Igreja da Corredoura, já perto de Sesimbra:
- Sim, de facto sou eu que celebro Missa em Alfarim. As obras da Igreja estão interrompidas porque se devem cerca de 350 contos. Houve na verdade alterações na igreja: retirou-se um trono, de madeira pintada, sem qualquer valor. Quanto à celebração do Natal, ocorre de facto a 26. É Sua tradição antiga e explica-se por ser esse o dia em que a população festeja a sua padroeira, Nossa Senhora da Conceição. Há muitas centenas de anos que assim acontece.
SEGREDO NO CASTELO
Rafael Monteiro, escritor arqueólogo, estudioso atento e apaixonado de tudo quanto se relacione com a sua terra (cujos direitos defende tenazmente) é também o último habitante do Castelo que se ergue à típica Sesimbra.
Lá fomos encontrar, no seu refúgio, rodeado de coisas tão raras e preciosas como essa bela imagem, em madeira dourada da Índia Portuguesa, como esse fascinante “Kriss” malaio (um punhal talhado num meteorito e utilizado em misteriosos rituais), e milhares de apontamentos, igualmente sem preço, porque frutos de um trabalho persistente, consciencioso, completamente desinteressado.
Haviam-nos garantido que Rafael Monteiro não deixaria de ter explicação fundamentada para o “segredo” de Alfarim. E acertaram, porque, com cativante simplicidade, o homem que tem consumido toda a vida a investigar os ténues fios que nos ligam a um passado de milénios, dispôs-se a contar-nos o que sabia:
- Creio que Alfarim é uma povoação milenária, de origem árabe. Deve ter-se ali fixado um grupo de povos árabes muito antes da fundação de Portugal. Penso até que o nome de Alfarim deriva de uma actividade de Oleiros, porque há ali perto uma região que se chama Fornos e que no Século XVIII ainda mantinha o nome de Fornos da Telha, portanto local onde fabricavam telha. Esta designação antiga perdeu-se, ficou apenas a de Fornos, povoação que fica próxima de outra, Torrões. Alfarim é, portanto, um nome árabe, que o radical “al” denuncia. Deve ter sido uma povoação de oleiros, e tudo leva a crer tratar-se de um grupo de gente muçulmana, já dentro da própria etnia, diferenciado de outros. Será essa a razão longínqua de Alfarim se ter mantido sempre como núcleo absolutamente fechado, aqui no concelho, até com uma linguagem diferente da comum do povo do campo. Tem termos muito pessoais, hoje bastante destruídos na sua singularidade pelo contacto com Lisboa (eles fornecem Almada e a própria capital de produtos hortícolas).
E Rafael Monteiro recorda a seguir:
 -Aqui há uns anos, talvez à 25, um grande arqueólogo inglês, Savory, fez por ai umas buscas e encontrou uns machados de bronze, de alvado e de talão (aos primeiros distingue-se um orifício para aplicação do cabo, que os segundos dispensam). Ao Sul do Tejo encontraram-se onze utensílios. Segundo Savory, essa descoberta fazia crer num contacto comercial entre os povos que habitavam a região e os ingleses, os irlandeses, ligados à velha “estrada do estanho”. Isto ocorrera, segundo o arqueólogo inglês, há três mil anos, aproximadamente. Portanto Alfarim já teria, nessa altura, gente que comerciava com o Norte de Inglaterra.
E voltamos de novo às particularidades de Alfarim:
- Sempre houve, de qualquer modo, uma singularidade especifica. Gente muito orgulhosa das suas tradições, afirma Rafael Monteiro. E conta-nos um episódio curioso e significante: -Quando foi da implantação da República, os alfarinheiros, que como quase da região eram monárquicos muito firmes, não aceitaram o novo regime. E mantiveram içada a bandeira da monarquia.. Quiseram, nessa altura, tornar-se independentes do resto do país. Daí nasceram muito que ainda hoje persistem em torno de Alfarim. Claro que o núcleo não teve forças para poder triunfar o seu ponto de vista. Diz-se que para marcarem a sua singularidade e o seu protesto perante a política de então, passaram a celebrar o Natal a 26. Realmente, há muitos anos assim acontece.
Rafael Monteiro, com a prudência que caracteriza os historiadores honestos, acrescenta:
- Não tenho idade par ater testemunhado a autenticidade desta versão. Não posso assegurar se esta alteração do Natal (de 25 para 26 de Dezembro) é ou não anterior a 1910. Trata-se de uma região agrícola e o dia 26 corresponde a um culto antigo mais antigo que depois se associou com o Cristianismo ao Natal.
Assinalámos que o antigo calendário cristão indicava o Natal a 26 de Dezembro. E o nosso entrevistado abordou outra particularidade da gente de Alfarim:
- Os homens de Alfarim usavam – e ainda hoje alguns dos mais velhos usam – um trajar um bocadinho dos outros homens do campo. Sempre de Barrete. Sempre de Cinta. E sempre com um saco, objecto que lhes é imprescindível , porque apanham sempre tudo quanto encontram. A incidência de correntes naquela costa fazia arrojar à praia vários despojos, desde madeira a corpos de náufragos. Morto que ali caísse era despojado de tudo. Não lhe ficava nem um botão.
E Rafael Monteiro recorda um episódio, ocorrido durante a última Grande Guerra: caíra um avião correio, que cumpria a rota Gibraltar-Londres-Gibraltar. Os destroços do aparelho deram à praia. Pois logo se formou uma dupla bicha, uns para baixo, outros para cima, enquanto a estrutura do aparelho ia sendo sistematicamente despida.
AINDA OS PESCADORES
Os pescadores de Sesimbra tem em Rafael Monteiro – como em nós, também – um “observador” atento e um admirador apaixonado. Falou-se dos Pescadores de Alfarim:
-Alguns deles pescam por um processo que eu considero único. Independentemente de possuírem umas artes de arrasto, as chamadas Xávegas, ali na Aldeia do Meco, que arrastam do mar para a terra, usam uma maneira singularíssima que é, aliás, criminosa e foi utilizada no país aí por 1915, no período da grande abundância de sardinha: lançam ao mar umas espoletas de dinamite. A descarga entontece o peixe, que vem à tona da água, vivo sim, mas sem reflexos. Eles metem-se então na água, com um saco seguro na boca (o celebérrimo saco com que andam sempre) e equilibrando-se, nadando com uma das mãos, vão com a outra arrecadando o peixe.
E o nosso interlocutor explica depois velhos motivos de animosidade:
- Em Sesimbra há uma divisão muito profunda entre o homem do mar e o homem do campo. Quase se pode dizer que a maior ofensa que se podia fazer a uma pessoa de Sesimbra, da Vila, seria chamar-lhe do campo. Nunca houve entre uns e outros, um entendimento perfeito. Com excepção das pessoas de Sesimbra e da região da Azóia, que devem constituir outro núcleo muito diferenciado. Nascer à borda de água, nascer no mar, é qualquer coisa de honroso. E distinguem isso. Para mim, que tenho tentado estudar o assunto , há nisto qualquer coisa de carácter religioso, diferenciado os povos islamitas, que povoaram esta região e os povos camitas, que eu tenho a certeza estarem na origem dos pescadores de Sesimbra. Embora ambos semitas, cada um pertencia ao seu clã, o que deu origem a esta destrinça, a esta oposição entre eles, entre os homens do mar e os do campo. Porém entre estes últimos, é o alfarinheiro, o mais criticado, talvez pelas particularidades que referi. UMA DESCOBERTA
Alfarim, nome de novo na conversa. E Rafael Monteiro revela:
- Ainda quanto à origem do nome da Aldeia, que eu suponho ser uma deturpação da palavra “alfarero”, ou semelhante, referente a trabalhos de oleiro, revelarei uma descoberta que se fez há tempo, muito próximo da povoação chamada Amieira: o Dr. Conceição Silva, oficial da marinha, encontrou ali o que se supõe poderia ter sido um forno de cozedura de barros ou, então, o que seria muito mais importante, uma estação de salga de peixe e de produção do célebre “garum”, que os romanos e feníncios extraiam do peixe e exportavam para toda a parte do mundo conhecido de então, como muito apreciada iguaria. -Essas salgadeiras ou cetárias – continua Rafael Monteiro – que se conheciam só no Algarve (Estácio da Veiga apontou-as) presumia-se que não viessem mais para Norte. Hoje já se encontraram várias (creio mesmo que aqui no Castelo existem restos de algumas), e o que se encontrou em Alfarim, bem podem ser vestígios de uma cetária. De qualquer modo, tem todo o aspecto de uma construção romana, o que vem em reforço da afirmação de que Alfarim é uma povoação antiquíssima, talvez das mais antigas do concelho.
Rafael Monteiro – e os amigos que o acompanham nas pesquisas – ainda não puderam voltar a debruçar-se sobre os importantes achados. As pessoas que trabalham em arqueologia, em Portugal, não contam com outros estímulos para além do entusiasmo que os leva por vezes a sacrifícios pessoais e a renúncias.
E Rafael Monteiro, um estudioso sempre debruçado sobre o passado, anda agora muito preocupado e indignado com o presente e o futuro. Aliás, como muito boa gente de Sesimbra com quem contactamos, não se conforma com a última decisão sobre os limites do concelho. Consideram-se, todos eles, vitimas de uma injustiça. E desgosta-os não se ter erguido uma voz responsável a quebrara apatia que foi sinónima de cedência. Riscos dos tempos.
ALFARIM SEM MITOS
Quando de novo passámos em Alfarim já sabíamos sobre a aldeia, mais do que muitos dos seus habitantes. -Aqui há muitos burros. É o que nos vale. Eu tenho 70 anos. Este amigo – e o velhote que nos falava apontava o decrépito asno que montava, já mais cansado do que ele – é quem me aguenta. Quando se for abaixo das pernas, não sei o que será de mim. Última imagem de Alfarim? A igreja pobre e sem flores? A água arrancada a pulso? As caixas de carapaus que os pescadores transportam sobre as dunas? Os pinheiros brancos, como de neve, na terra que espera pelo Natal, pela luz e pela água? Tudo isto. E também o sorriso simpático da Maria do Carmo: -Esta terra é boa. Até os holandeses, os franceses e os alemães gostam dela. E nós.
BOAS NOVAS
 Ainda este ano, Alfarim receberá luz eléctrica. Quanto ao abastecimento de água, dentro de 90 dias estará concluído o projecto que abrange todo o concelho. E embora não possa já adiantar datas, sabe-se que a amplificação da rede de água beneficiará, por ordem, Zambujal, caixas, Alfarim, Azóia e Cabo Espichel – declarou ao “Observador” o presidente do Município de Sesimbra. Uma boa noticia que nos apressamos a revelar, formulando votos de que se concretizem os dois melhoramentos o mais cedo possível.

4 comentários:

Sofia Ezequiel disse...

Obrigado por partilhares este artigo, gostei muito de o ler.
É engraçado como tantos anos depois continuam as picardias entre alfarinheiro e pexitos e continuamos a ser tão orgulhosos da nossa terra.
Alfarim é, sem dúvida, a melhor terra do mundo ;)

Alfarim Gossip disse...

Sem dúvida... a melhor terra do mundo! Obrigada Sofia, estou a preparar mais informação. Beijinhos

Vitor Hugo Aires disse...

O mais interessante é o historiador dizer que os Alfarinheiros faziam negócios com os Ingleses e os Irlandeses :) Sempre foi um pouco muito virado para o internacional, devem ter sido as bases para lançar o turismo de hoje em dia. Mas o artigo no seu todo esta muito bom. Obrigado por o publicares, assim podemos ter todos acesso a um artigo que se iria perder no tempo.

tania disse...

Muito obrigada, já me fez chorar tenho umas saudades desta terra que tanto amo, sou Alfarinheira com muito orgulho amo a minha terra como as suas gentes....já tive muitas discussões em relação ao dia de Natal,os tempos eram outros e como dizia o padre e bem o dia 26 é o dia da Padroeira de Alfarim,nesses tempos alguém dava a importância que hoje em dia damos ao Natal, nem os Alfarinheiros nem mesmo nas terras vizinhas e até mesmo em Sesimbra, penso que a única celebração que distinguia o dia de natal dos outros era a missa do galo missa essa que nunca tivemos um padre na paróquia para vir a Alfarim no dia 25 à meia noite (tristeza) será que nas outras terras era diferente?!?!?!Sim nas que nem capela tinham....agora o dia da Padroeira esse sim era importante fosse ele em que dia fosse era a 26 de Dezembro mas se fosse a 26 de Maio era igual iriam ver manifestações de festa...é só a minha opinião vale o que vale.....mais uma vez obrigada penso que o meu pai guarda o jornal onde saiu este artigo.